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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O fenômeno ufo é hostil?

Depois de várias décadas de estudos e pesquisas do fenômeno UFO, pouco sabemos realmente. Desconhecemos completamente sua origem, sua entidade material e, principalmente, ignoramos gravemente as intenções por trás de suas misteriosas atividades em nosso planeta. Mas mesmo nesse contexto pouco revelador, as abduções alienígenas parecem ser o elemento mais terrível de toda casuística ufológica. Seres estranhos e desconhecidos invadem o nosso meio, raptam seres humanos anulando o seu livre arbítrio, e os submetem a toda sorte de exames clínicos misteriosos. Muitas vezes ocasionando dores e grandes desconfortos nos abduzidos, os extraterrestres realizam seu trabalho demonstrando uma completa indiferença e frieza diante de suas apavoradas vítimas. Mas o aspecto mais chocante é que, em alguns casos, os abduzidos ficam com terríveis seqüelas da experiência, existindo inclusive registros em que as conseqüências chegaram até a ser letais. Um bom exemplo é o caso Barroso.
Alguns minuto depois das 05:00 horas da manhã do dia 03 de abril de 1976, na cidade de Quixadá, o fazendeiro e comerciante Luiz Barroso Fernandes estava se deslocando de sua residência para a fazenda usando sua charrete. Subitamente, ele ouviu um ruído que lembrava zumbido de abelhas. Barroso olhou para os lados, mas nada viu. Despreocupadamente continuou sua trajetória. No entanto, o ruído aumentava cada vez mais de intensidade, parecendo vir do alto. E foi nesse exato momento que observou uma bola de luz passando sobre sua cabeça. Intrigado, mas sem medo, puxou as rédeas do animal e ficou observando o UFO que, diminuindo de velocidade, desceu na estrada a poucos metros à sua frente.
A bola de luz apagou-se e Barroso viu que se tratava de um objeto parecido com um carro Fusca, porém muito "mal acabado e que rodopiava". O objeto parou de girar e uma pequena porta abriu. Por ela saíram dois seres baixos de aspecto humano. Uma das criaturas tinha em suas mãos um equipamento que parecia uma lanterna quadrada e escura. O ser direcionou esse aparelho para Barroso e dele foi emitido um feixe de luz que atingiu o rosto do fazendeiro. Imediatamente Barroso sentiu um forte calor e não conseguia se mover. Logo em seguida, os seres se aproximaram mais dele e novamente atingiram-no com aquele raio de luz. Barroso perdeu os sentidos e veio a acordar algumas horas depois, num local que não era o mesmo quando aconteceu o incidente. O fazendeiro estava meio dormente, com sensação de febre, tinha dificuldades respiratórias, intensa dor de cabeça e o lado esquerdo do corpo queimado, como se tivesse sido exposto ao Sol por um tempo prolongado.
Barroso não conseguia locomover-se e pensou que fosse morrer, mas para sua sorte um vaqueiro conhecido seu que passava pelo lugar prestou-lhe auxílio, levando-o até sua fazenda. Barroso relatou o incidente insólito que tinha vivenciado e, em pouco tempo, a história se espalhou tornando-o atração da cidade. A imprensa, na época, fez uma ampla cobertura do seu caso. E foi assim que o CPU (Centro de Pesquisas Ufológicas) tomou conhecimento do incidente e passou a investigá-lo.
O caso foi pesquisado durante 17 anos. No transcorrer deste período, Barroso entrou numa regressão mental inexplicável até parecer, segundo o doutor Antônio Moreira Magalhães e mais 15 médicos que o acompanharam durante esses anos, uma criança de não mais que 9 meses de idade. Nesse estágio, ele apenas pronunciava as três palavras "Mamãe, dá medo" quando flashes de câmeras fotográficas ou luzes de filmadoras eram acionados. Por mais inacreditável que possa parecer, Barroso também começou a rejuvenescer fisicamente, desaparecendo as rugas do rosto e os músculos se enrijeceram. Infelizmente, em abril de 1993, Barroso acabou falecendo. Sem dúvida, a provável abdução que Barroso sofreu no dia 03 de abril de 1976 afetou toda a sua vida, comprometendo drasticamente a sua saúde, e terminou 17 anos depois, de forma extremamente trágica.

O SÓRDIDO JOGO EXTRATERRESTRE

Além do fraco argumento de "não influência" de um fenômeno que efetivamente influência a nossa sociedade, para muitos a falta de transparência e de um contato aberto com a inteligência por trás dos UFOs pode ser resultado direto da atitude de seres superiores que nos observam com desprezo. Fazendo uma analogia: nós estudamos as formigas, mas não procuramos contatá-las. Essa idéia de "desprezo do contato" baseado à nossa posição de "seres inferiores" foi esboçada de forma bastante completa e inquietante pelo navegador solitário Donald Crowhurst, em 1969. Crowhurst teria desaparecido misteriosamente no mar e no diário de bordo de seu barco existiam conteúdos insólitos bastante sugestivos. Eles foram posteriormente publicados em jornais:
"As causas dos transtornos que sentimos devem-se a que os seres cósmicos se entregam a certas brincadeiras com as pessoas. Gosto de jogos divertidos e estou totalmente de acordo com o ponto de vista dos seres cósmicos. Mas, ao mesmo tempo, sou um homem e, quando reflito sobre os sofrimentos que os homens suportam por causa do jogo dos seres cósmicos, sinto-me cheio de raiva contra eles".
Seres cósmicos que brincam com os seres humanos, mantendo suas reais atividades e objetivos na mais completa revelia da humanidade. Realmente, nesse jogo quem comanda as peças são os extraterrestres e, como ditadores, nos manipulam, inclusive conduzindo ações em suas diversas manifestações que são absolutamente desconcertantes. Infelizmente temos registros na casuística ufológica que parecem reforçar pelo menos em parte as idéias de Crowhurst. Um exemplo típico foi divulgado pelo doutor Jacques Vallée, no dia 20 de maio de 1950, na planície de Loira, França. Vallée, em respeito ao direito de intimidade da testemunha, não publicou seu nome e nem o local exato do incidente, mas transcreveu a narração do caso com as próprias palavras da testemunha:
"Voltava rapidamente para minha casa para preparar o jantar. Sentia-me feliz e contente e cantava uma música popular. Tudo estava tranqüilo e em silêncio, sem uma brisa. Encontrava-me sozinha".
"De repente me achei rodeada completamente por uma luz brilhante e cegadora e vi aparecer na minha frente duas grandes mãos pretas. Cada uma delas tinha cinco dedos, de cor preta com um leve matiz amarelo, próximo à cor do cobre. Os dedos eram de aspecto rude, vibravam levemente ou tremiam. Estas mãos não apareceram por trás de mim, mas vinham do alto, como se tivessem estado suspensas sobre minha cabeça esperando que chegasse o momento de agarrar-me. Estas mãos não tinham braços visíveis".
"Ambas agarraram meu rosto com violência e me apertaram a cabeça, como as garras de uma ave de rapina faria com sua vítima. Puxaram minha cabeça para trás até pô-la em contato com um peito muito duro... tão duro, que parecia ferro. Senti o frio através do meu cabelo e no pescoço, mas nenhum contato perceptível com roupas. As mãos eram tão frias, que seu contato me fez pensar que não eram de carne. Tinha os olhos cobertos pelos grandes dedos e não podia ver nada; também cobriram meu nariz, impedindo-me de respirar, e a boca, impedindo-me de gritar".
A testemunha confessou que experimentou a sensação análoga a de uma descarga elétrica de grande intensidade quando essas misteriosas mãos lhe tocaram. "As mãos acabaram apertando meu pescoço, produzindo uma dor indescritível. Sentia-me como um brinquedo quebrado entre as mãos não humanas do meu agressor. Então ele começou a me sacudir para frente e para trás várias vezes, sem deixar de apertar fortemente minha cabeça contra seu peito gelado. Tive a impressão clara de que aquele ser levava uma armadura de aço ou de qualquer outro material muito duro e frio".
O desconhecido então riu: "Um estranho riso que no início parecia áspero e surdo, mas depois ficou forte. Fez com que eu estremecesse e quase me provocou uma dor física. Em poucos segundo o riso cessou rapidamente". A mulher sentiu um forte golpe, como se um joelho metálico tivesse atingido suas costas. Logo em seguida começou a ser arrastada a uma velocidade incrível, sendo que as mãos continuavam a apertar sua cabeça com bastante intensidade. Finalmente o seu misterioso agressor lhe soltou. No entanto, a testemunha não conseguiu vê-lo: "Os galhos das vegetações ao redor se mexeram. Vi como as plantas e a grama se afundavam sob os passos de um ser invisível". Ainda se recuperando da traumática experiência, a testemunha observou algumas árvores próximas balançando com força e, subitamente, uma luz branca bastante intensa riscou o ar numa velocidade vertiginosa. Após muito esforço, a mulher chegou na guarda florestal, onde pode ser atendida. Ela tinha muitos arranhões por ter sido arrastada. "Eles me disseram que eu tinha profundas e largas marcas vermelhas no meu rosto, que pareciam terem sido feitas por dedos".
Insólito? Inacreditável? Qual a realidade por trás do fenômeno UFO? Quando poderemos finalmente chegar numa resposta satisfatória para a presença alienígena? O fato é que quanto mais nos aprofundamos na pesquisa ufológica, mais o fenômeno nos parece desconcertante. E nesse jogo não somos nós que damos as cartas!

CONTRAPONTO: A SACRALIZAÇÃO DO FENÔMENO

Enquanto determinados grupos se negam veementemente aceitar a realidade do fenômeno UFO, outros não apenas os aceitam, mas também mobilizam ao seu redor seus sentimentos, inquietudes e esperanças. É um contexto perigoso, pois são terrenos férteis para que apareçam os mensageiros, os iluminados e os líderes do absurdo. Entre eles estam as comunidades que difundem várias mensagens supostamente extraterrestres provenientes de contatos improváveis e contendo a exortação fraudolenta e pueril para que sejamos bons e não brinquemos de guerra uns com os outros.
O que sustenta tal contexto é que milhares de pessoas olham para os céus na procura de anjos tecnológicos procedentes do cosmos que vêem nos salvar de nossos próprios erros. A incrível contradição está no fato que muito se especulou que os UFOs deveriam ser acobertados para impedir o pânico generalizado, sendo que hoje há uma parcela significativa da população que não os teme, mas os desejam atribuindo a eles a possibilidade de redenção divina.
Enquanto isso, avistamentos, abduções e tudo o mais vão enriquecendo a casuística ufológica, dando a entender que o fenômeno em si ignora todas essas nossas convicções humanas perante eles mesmos. No fundo, chega a dar a impressão que os UFOs são mais testemunhas do fenômeno de sacralização ufológica do que protagonistas. De fato, a casuística nos mostra seres estranhos, frios e indiferentes raptando humanos para extração de amostras de tecidos diversos de seus corpos. E muitas vezes produzindo seqüelas terríveis na vida dessas pessoas. Assim, parece óbvio que as milhares de pessoas que esperam ansiosamente pela clara demonstração de fraternidade espiritualizada do fenômeno, o fazem mais movidas por sua própria angústia do que apoiadas pela experiência. É quase que uma inquietante certeza que nós somos incapazes de sair do labirinto em que nos enfiamos. E talvez não sejamos mesmo! Mas não justifica projetar a esperança num fenômeno desconhecido que mais parece ser indiferente, frio, com suas próprias motivações e clara opção pela clandestinidade em sua atuação terrena.
Sim, tudo leva a crer que os extraterrestres estão mesmo aqui há muito mais tempo que nossa vã filosofia possa supor, mas é só. A responsabilidade dos erros cometidos sobre este planeta é só nossa e compete a nós remediá-los. E se não for possível, que aceitemos com dignidade o ônus de nossa estupidez. Mas infelizmente parece impossível impedir que o fenômeno UFO seja alvo de canalização de fantasias ou de frustrações humanas de uma parcela significativa da população.

Fonte :infa.com.br
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Foo-fighters

Um pouco antes do avistamento de Kenneth Arnold, mais precisamente durante a Segunda Guerra Mundial, houve vários relatos de pilotos dos aviões militares aliados envolvendo estranhas esferas luminosas que surgiam inesperadamente e costumavam voar em formação com seus aviões. Normalmente, enquanto esses objetos estavam próximos, os radares de bordo apresentavam falhas.
Esses objetos aéreos desconhecidos eram chamados de Foo-fighters, palavra composta da conjunção da palavra francesa "feu" (fogo) e da palavra inglesa "fighter" (avião caça); embora as fileiras militares também os chamavam de "Krauts fireballs" (bolas de fogo dos "Krauts" – este último termo fazendo referência aos alemães), pois acreditava-se que os objetos eram algum dispositivo bélico de procedência nazista. E no transcurso da guerra, foram notificados inúmeros incidentes ao Comando Militar dos aliado.
Na noite de 23 de novembro de 1944, pilotos da 415ª Esquadra de Caças Noturnos dos Estados Unidos, baseado no território francês de Dijon, protagonizaram um avistamento envolvendo os Foo-fighters. Esta esquadra efetuava missões de combate e reconhecimento sobre a zona do Rim, ao norte de Estrasburgo, e sua tripulação era formada pelo piloto tenente Ed Schlueter, pelo radialista Donald J. Meirs e pelo tenente Fred Ringwald, oficial da inteligência militar que viajava como observador. Num dado momento, o tenente Ringwald ficou surpreso ao ver que algumas estrelas distantes haviam se aproximado e converteram-se em esferas luminosas alaranjadas. Eram em torno de oito a dez objetos pequenos que se movimentavam em altíssimas velocidades e mantinham-se próximas ao avião. O radar de bordo nada acusava tal qual o radar de terra. Subitamente, essas estranhas esferas luminosas desapareceram e, logo em seguida, reapareceram bem mais longe. Poucos minutos depois, elas sumiram definitivamente.
No dia 27 de novembro de 1944, dois pilotos americanos, Henry Giblin e Walter Cleary, se encontraram com uma bola de luz laranja quando voavam nos arredores da cidade de Speyer, na Alemanha, às margens do rio Reno. O objeto voava a cerca de 400 quilômetros por hora e a cerca de 500 metros sobre o seu avião. Decidiram iniciar uma perseguição ao inusitado objeto e notificaram a estação de radar de terra sobre o fenômeno, que respondeu-lhes não estar captando absolutamente nada. O radar de bordo do avião começou a apresentar falhas, levando-os a abortar a missão e a regressar à base.
Em Antuérpia, na Bélgica, em setembro de 1944, por volta da 21:00 horas, um soldado canadense observou uma esfera luminosa no céu indo à direção da fronteira. Ele estimou que o objeto não deveria ter mais que um metro de diâmetro e, ainda, parecia ser feita de vidro fumê. A esfera emitia uma forte iluminação que não parecia vir de sua superfície, mas de seu interior. Nenhum som foi ouvido. Menos de um minuto após o avistamento da esfera, outras cinco, aparentemente iguais a primeira, também foram avistadas pelo soldado e seguindo a mesma rota.
Mas os Foo-fighters não foram avistados unicamente no cenário europeu da guerra. O fenômeno foi relatado também no Extremo Oriente, sobre o Japão e sobre a Lagoa de Truk. Há registros de avistamentos dos Foo-fighters pelas tripulações dos bombardeiros B-29 sobre o Arquipélago Nipon.
No dia 12 de agosto de 1942, o sargento Stephen Brickner, da Primeira Divisão da Marinha, estava voando em formação com a sua esquadrilha sobre a ilha de Tulagi, ao sul das Ilhas Salomão. Por volta das 10:00 horas, uma formação de pelo menos 150 Foo-fighters voavam a uma altura incrível, bem acima das nuvens e sobre a esquadrilha. O sargento Stephen Brickner achou muito difícil ser máquinas japonesas ou alemães. Não houve confronto, mesmo porque seria impossível atingi-los pela enorme altitude em que se encontravam. O interessante é que esses veículos pareciam ser esféricos, de cor cinza metálico e giravam em torno de seu próprio eixo.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, os Aliados perceberam que não havia o menor fundamento a hipótese de se tratar de alguma espécie de arma nazista. Na verdade, os Foo-fighters também importunavam os alemães. Havia tantos relatos dos pilotos da Luftwaffe sobre essas misteriosas máquinas voadoras que, em 1944, foi criado o projeto secreto de investigação denominado "Sonder Büro nº 13" (Base Especial nº 13). Este projeto, que se ocultava sob o nome de"Operação Uranus", era composto por oficiais de aviação, engenheiros aeronáuticos e conselheiros científicos. O "Sonder Büro nº 13" tinha o objetivo de recolher, avaliar e estudar os relatórios de observações dos pilotos sobre estranhos objetos voadores que apareciam perto dos aviões alemães e, ainda, voavam com eles em formação durante alguns minutos. Com efeito, parece que os alemães começaram a ver estes estranhos objetos desde 1943, onde os relatórios começaram a chegar no Estado Maior Superior do Exército do Ar da Alemanha. A criação deste projeto de pesquisa secreto pelo alto comando militar alemão prova que os Foo-fighters eram um mistério a ser desvendado também para os nazistas.
Em 1943, um ano antes da criação do projeto "Sonder Büro nº 13" pelos alemães, os ingleses haviam criado uma pequena organização que tinha o mesmo objetivo. Dirigido pelo tenente general Massey, este projeto britânico foi chamado de "Projeto Massey" e apurou, após um inquérito preliminar, que as luzes que circulavam no meio dos bombardeiros eram flashes provocados com fins psicológicos para desorientar e assustar os pilotos – uma arma psicológica nazista.
O projeto Massey, neste inquérito preliminar, refletia a opinião dos aliados com relação aos objetos aéreos não identificados durante a guerra. Vejamos uma explicação fornecida por um ex-oficial aviador da USAF, que quis ter sua identidade resguardada porque, na época, ainda trabalhava para uma repartição da USAF. Este oficial declarou textualmente para a revista "American Legion Magazine", de Nova Iorque:
"(...) provavelmente os Foo-fighters são o desenvolvimento de uma arma psicológica usada pelos alemães. Durante as missões noturnas sobre a Alemanha ocidental, eu avistei por várias vezes discos ou globos luminosos que perseguiam as formações aéreas. Como se sabe, os caças noturnos alemães tinham potentes faróis colocados na proa ou nos cubos das hélices... faróis que tinham a finalidade de apontar para o alvo, para enquadrá-lo melhor, e também para ofuscar as metralhadoras das torres de comando dos bombardeiros inimigos. E esses faróis resultavam em freqüentes alarmes que provocavam uma continua tensão nervosa nas tripulações de nossos aviões, baixando o rendimento das suas ações. E no último ano de guerra, os alemães enviaram contra nós um certo número de corpos luminosos aéreos radio-comandados para perturbar o dispositivo de ascensão dos motores e o funcionamento do radar de bordo". Esta é uma das raras fontes que indicava a certeza das fileiras militares de que os foo-fighters eram uma arma secreta alemã – ignorando que os próprios alemães também eram incomodados pelo fenômeno a ponto de criar um projeto especial para lidar com o assunto.
Outros comentários de oficiais dos Serviços Secretos para a revista "American Legion Magazine"sugeriam que o fenômento dos Foo-fighters nada mais eram que aparelhos radio-controlados que os alemães enviavam para interferir nos radares aliados durante os bombardeamentos noturnos.
Porém, o "Projeto Massey" progrediu nas suas investigações e, através de um espião infiltrado (um agente duplo) na Alemanha, foi descoberto que os Foo-fighters não eram dispositivos alemães, pois os próprios nazistas cogitavam a possibilidade de serem dispositivos bélicos aliados. Um ano depois, em 1944, o "Projeto Massey" foi extinto pelos ingleses – coincidindo com o fato de que o agente duplo foi denunciado e executado pelos alemães na primavera daquele ano.
De qualquer forma, surgiram outras explicações para o fenômeno. No dia 01 de janeiro de 1945, o editor científico da"Associated Press", Howard W. Blakes, numa entrevista radiofônica, disse que os Foo-fighters eram apenas o fenômeno dos "Fogos de Santelmo". Ou seja: luzes naturais produzidas por indução eletrostática das asas e extremidades dos aviões. Segundo Howard W. Blakes, como não eram objetos materiais, eles não poderiam aparecer mesmo nos monitores dos radares, tal qual os relatórios militares afirmavam.
Dentre aqueles que defendem que os Foo-fighters eram armas secretas alemãs, sobressai o nome de Renato Vesco, um engenheiro aeronáutico e escritor alemão. Segundo Vesco, os Foo-fighters eram veículos voadores não tripulados com o nome código de "Feuerball". A principal finalidade desses engenhos era interferir nos radares aliados através da ionização da atmosfera obtido a partir de fortes campos eletrostáticos e impulsos eletromagnéticos gerados por válvulas Klystron. Controlados a partir de terra via rádio, a propulsão era retirada de um motor de reação – um tipo especial e secreto e que era a causa do halo luminoso que daria ao engenho o nome de "Feuerball"(bola de fogo).
Será que os Foo-fighters eram realmente uma arma secreta nazista, Fogos de Santelmo ou uma manifestação do fenômeno UFO na Segunda Guerra Mundial? O fato é que, terminada a guerra, o fenômeno das "esferas luminosas" continuava e ainda continua se manifestando em diversas circunstâncias ao redor do mundo... e, em alguns casos, não são explicáveis como fenômenos naturais e humanos.

Fonte : infa.com.br

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mistérios celestiais ainda não desvendados



Fenômenos luminosos envolvendo objetos voadores não identificados sempre ocorrem em algum lugar ermo do Nordeste brasileiro e não há nada ou ninguém que consiga decifra-los. Tais ocorrências são tão antigas como recentes.

Por Rafaela Oliveira*

De Fortaleza-CE

Para UFOVIA

Itatira e a região de vários avistamentos no sertão do Ceará.
Os recentes e notórios fenômenos que estão ocorrendo na cidade de Itatira, no interior do Estado do Ceará se mostram como os mais interessantes destes últimos anos. Apesar de residir em Fortaleza ainda não pude me deslocar pessoalmente até a região dos incidentes. Conheço a cidade afetada e a população de lá é formada por gente simples, sertaneja, cuja grande maioria é ligada à agricultura e ao pequeno comércio.
São pessoas que, com toda certeza, não estão procurando algum tipo de glamour ou atenção. Portanto, os relatos e fatos que se seguirem (ou ainda se seguem) devem ser vistos com muita seriedade e crédito por parte das testemunhas. Procuro expor aqui, o que consegui apurar com relação aos casos ocorridos em Itatira nesses últimos meses de 2008 e primeiros de 2009. Busco então, expor uma junção de tudo o que já aconteceu e foi noticiado ou comentado publicamente, além de algumas considerações pessoais.
Espero trazer um pouco de esclarecimento para a situação na cidade de Itatira e chamar a atenção dos ufólogos do Nordeste para a enorme casuística ufológica do sertão nordestino.

Históricos e registros anteriores

A casuística ufológica das regiões Norte e Nordeste do Brasil sempre foi repleta de casos bizarros envolvendo OVNIs, ataques contra pessoas, perseguições e até mortes. Para procurar entender o que se passa atualmente, é necessário voltarmos um pouco no tempo para percebermos que ações desconhecidas parecem estar em curso já por vários anos. No Ceará ocorreu um dos casos mais aterrorizantes envolvendo um suposto contato a que se tem notícia. O chamado “Caso Barroso” foi pesquisado durante 17 anos por vários grupos e ufólogos do Brasil e outros países.
Para quem não se lembra ou não conhece este caso, o mesmo se deu no dia 03 de abril de 1976, quando o fazendeiro Luiz Barroso Fernandes voltava para sua casa, por volta das 5h da manhã. Ele avistou um objeto estranho se aproximar de sua carroça, qual teria pousado a alguns metros na sua frente. Do dito objeto saíram dois seres de aparência humanóide que apontaram uma espécie de lanterna contra Barroso, atingindo-o com uma luz no rosto.
Barroso desmaiou e só conseguiu recuperar os sentidos algumas horas depois, num lugar distante de onde havia ocorrido o incidente. Ele sentia muitas dores, dormência no corpo e febre. Depois deste episódio a vida de Luis Barroso Fernandes jamais foi a mesma. Seu estado de saúde foi piorando gradativamente e ele entrou numa espécie de regressão mental, até a idade de nove meses, segundo alguns pesquisadores.
No auge de sua condição, quando uma luz era acesa próxima a Barroso ele apenas balbuciava as palavras “Mamãe, dá medo”. Nenhum médico conseguiu dizer com certeza qual era a causa do estado mental de Barroso e isso impressionou bastante a classe médica da época, inclusive, sendo esse caso publicado até por periódicos de medicina.
A agonia de Luis Barroso durou 17 anos e sua vida teve um ponto final sem nunca ter sido esclarecido a real causa de sua enigmática e repentina doença. Famoso no mundo inteiro como um clássico da Ufologia, o “Caso Barroso” ocorreu na cidade cearense de Quixadá, conhecida no meio ufológico por ser “A Capital dos Ufos” no Nordeste brasileiro. Trata-se de uma cidade onde muitos casos e relatos de aparições de Objetos Voadores Não Identificados ocorrem fartamente. Mas, apesar de sabermos que Quixadá é uma cidade muito popular em questões de Ufologia, é necessário destacar que todo o sertão central do Ceará é um grande celeiro de aparições de OVNIs e estranhos contatos de seres exógenos com a humilde população rural.
Baturité é outra cidade que, no ano de 1994 e 1995, sofreu um surto de aparições de OVNIs que foi até mesmo confundido com visões divinas da Virgem Maria, atraindo milhares de fiéis católicos àquela cidade. Andando pelo sertão cearense e parando para ouvir os moradores locais nos deparamos com os mais diversos tipos de relatos e fatos estranhos vivenciados por eles e que, por incrível que pareça, já fazem parte da rotina dessas pessoas.
Tenho alguns parentes e amigos residentes no sertão do Ceará e já ouvi os mais bizarros relatos envolvendo aparições estranhas, seja de objetos ou de seres em aspecto humano. A grande maioria das pessoas que presencia tais fenômenos, não titubeia em associar tais visagens e contatos alienígenas aos espíritos dos mortos, demônios, fantasmas e às assombrações.
Sendo então o sertão do Ceará e no geral todo o Nordeste brasileiro um excelente celeiro para pesquisas ufológicas, por que raramente vemos ou lemos alguma coisa relacionada à Ufologia vinda destes lugares? A explicação pode estar no difícil acesso que temos a estas regiões paupérrimas e sua falta de conexão com mundo. Em muitas dessas regiões, telefones celulares não funcionam e para assistir televisão é preciso instalar antenas parabólicas.
Em pleno século 21, a situação de grande parte dessas famílias não permite às suas populações a posse nem de celulares e nem de antenas parabólicas e, muito menos ainda, de internet e computadores. Isolados do mundo, muitos dos casos ufológicos se perdem e, devido à ausência de informações, as pessoas não entendem o que ocorre de anormal e se sentem bastante intimidadas para falar sobre tais fenômenos. Mas, eis que, no final de 2008 um evento ufológico de proporções assustadoras levaria uma cidade ao pânico.
Objeto fotografado por Amanda Silva Gomes na região de Lagoa do Mato, próxima a Itatira.
No detalhe ampliação da luz que, segundo a testemunha, pairou sobre ela e seu sobrinho.

Itatira: um registro e vários relatos

A pequena Itatira é uma cidade do interior do Ceará situada a 216 quilômetros de Fortaleza. Segundo o último censo de 2007, sua população é estimada em 17.689 habitantes. Uma cidade tão pequena que por muitas vezes nem aparece nos mapas oficiais, passa despercebida pelos menos atentos, no entanto, pelos recentes acontecimentos, ganhou a atenção da mídia, de toda a classe Ufológica brasileira e até de órgãos oficiais do governo brasileiro.
Numa noite do final do mês de novembro de 2008, por volta das 21h, dois adolescentes e uma criança da mesma família voltavam da aula para casa em uma moto quando se depararam com algo que jamais acharam que podiam ver na vida: “Era uma claridade, tipo dos postes. Era uma luz vermelha forte e outras piscando ao redor”, contou Francisca Marisa Pereira da Silva, de 17 anos, que também disse ter gritado e rezado muito ao avistar o objeto.
Francisco Joby Pereira Bastos também de 17 anos, que guiava a moto, contou que sentiu um calor muito grande vindo de um objeto voador não identificado que os seguia lado a lado. Com medo, até pensou em fugir do local, entrando na mata fechada. Também amedrontada, Francisca Marisa não sai mais de casa à noite e apesar de, a princípio, os jovens terem sido chamados de “mentirosos” e ridicularizados pela população local, os fatos que se seguiriam viriam revelar algo real e desconhecido teria sido vivenciado por aqueles três primos.
Francisco Joby Pereira Bastos, Francisca Marisa Pereira da Silva e a criança.
Os três avistaram o objeto voador luminoso e sentiram o calor do mesmo.
Depois deste fato, vários relatos de aparições de OVNIs pipocaram pela cidade. Pessoas diversas relatavam com freqüência quase diária de que haviam avistado o tal objeto ou que haviam sido seguidas por ele. O pânico tomou conta de toda Itatira e muitos não saem mais de suas casas depois das 19h. Aqueles que se arriscam sair, principalmente de moto (o veículo mais popular naquela região), apagam todos os faróis, mesmo correndo os riscos de sofrer acidentes pelas estradas.
Aparentemente os moradores bolaram a teoria de que o objeto é atraído para locais e coisas que tenham alguma luz em movimento. Fato este, igualmente notado e reportado em outras partes do país, como no interior do Estado de Minas Gerais. A maioria dos relatos tem sempre o mesmo cenário, uma luz estranha, que aparece no céu de repente e que se aproxima das pessoas, exalando muito calor e luminosidade.
Muitas testemunhas acreditam se tratar de uma “visagem”, ou seja, uma espécie de assombração ou “alma de outro mundo”. Outras, falam até mesmo em manifestações do próprio diabo em pessoa. Existe também uma teoria muito difundida na região, dando conta de que esse objeto seria uma experiência ligada a algum governo estrangeiro que tem como um dos objetivos levar o medo à cidade. Entre os moradores locais, de modo geral, muito poucos deles acreditam que tais objetos possam se tratar de algo vindo de um outro planeta – fato que tira de cogitação a afirmação de alguns céticos de que as aparições em Itatira são na verdade, “loucura coletiva”, causada pela mídia sensacionalista que explora o tema “extraterrestre”.
O medo naquela cidade é original e a população teme algum ataque vindo desse objeto voador desconhecido, já que alguns pronunciam palavras de ordem com, “eles querem o nosso sangue”, “eles vão pegar a gente”, causando uma situação muito parecida com a que ocorreu em Colares em 1977, investigada pela Operação Prato da FAB, onde a população pediu socorro às autoridades, por causa dos ataques desferidos (supostas queimaduras) por uma luz voadora chamada popularmente de “chupa-chupa”.
Atualmente, em Itatira, o pânico e a desconfiança chegaram a um ponto insustentável que está prejudicando, inclusive, a rotina da cidade. Tal fato levou a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) a intervir e pedir ao delegado de Polícia de Canindé, Francisco José Ferreira Braúna, que investigasse o caso com a devida atenção. O inspetor Dalton Júnior foi então enviado a Itatira para apurar os fatos. Segundo um dos casos a que teve acesso o inspetor, consta o depoimento de um agricultor da região chamado Luís Denis Menezes.
Segundo o relato, o agricultor guiava sua moto quando avistou uma luz de cor amarela que exalava um forte calor. Estranhamente a bateria de sua moto apagou, assustado ele correu para a mata fechada. Outro relato fala a respeito de um pescador de nome Francisco Paulo da Silva que teria avistado o dito objeto enquanto pescava num açude. Apavorado, ele abandonou seus equipamentos de pesca e fugiu desesperadamente. Atualmente, Francisco diz que está doente e apavorado pela experiência. Segundo o inspetor Dalton Júnior, até a primeira quinzena de janeiro já haviam sido registradas mais de 200 aparições do tal objeto.
Recentemente, a região de Lagoa do Mato, outra cidade bem próxima a Itatira, também apresentou relatos de que o suposto objeto esteve por lá. As histórias são idênticas às de Itatira e dão conta do surgimento de uma luz forte amarelada, que fica parada no céu e depois desce para detrás de uma serra.
Amanda Silva Gomes, uma jovem de 18 anos seguia por uma estrada, vindo da casa de uma amiga acompanhada pelo sobrinho Ramiro Gomes de oito anos quando avistou o objeto acima de sua cabeça. Mesmo assustada ela pegou a câmera que levava consigo e conseguiu fotografar a luz voadora [veja foto acima]. Até agora, pelo que se tem notícia, Amanda foi a única pessoa a registrar em foto o tal objeto, mas ainda não há um veredicto preciso sobre a autenticidade da imagem apresentada por ela.
Amanda Silva Gomes, autora da foto de um OVNI luminoso em Lagoa do Mato.

Efeitos físicos e mentais

Desde que as aparições se intensificaram, algumas pessoas falam a respeito de sintomas sofridos, como depressão, febre, dores de cabeça e outras mazelas que, apesar de não serem aparentemente graves, só aumentam o de medo pelo qual Itatira está passando. Fica difícil fazer uma análise mais aprofundada a respeito destes sintomas, se são causados por algum tipo de ação ou contato com estas luzes, a exemplo do ocorrido em Colares ou se é apenas uma manifestação psicossomática do medo coletivo relacionado a estes incidentes, pela qual as testemunhas estão passando.
Aparentemente pode se tratar mesmo de algum tipo de reação psicológica causada pelo medo e pela intensidade a que testemunhas das aparições passam. Afinal, não se registrou até o momento, nenhum caso de pessoa molestada pelo suposto objeto, tal como ocorrido no Pará em 1977. A verdade é que, ao contrário do que muitos ufólogos dizem, as pessoas ainda não estão preparadas para um contato direto com algo desconhecido e incompreensível como a realidade do fenômeno UFO.
O exemplo de Itatira é clássico, onde vemos pessoas sendo tiradas de sua rotina comum e repentinamente sendo forçadas a se deparar com um acontecimento que foge completamente de uma explicação comum. Não se trata de algo que elas possam facilmente encaixar dentro de suas respectivas experiências de vida e racionalidade. Perguntando a uma pessoa leiga comum se ela acredita em discos voadores (sim, por que se falar em “UFOs” ela provavelmente não irá entender), certamente, ela na maioria das vezes irá dizer que não. Perguntando-se em seguida o por que de ela não acreditar, provavelmente, ela dirá que não sabe porque, mas acha que não existe tais coisas e pronto. Ou seja, este é o pensamento que impera na maioria da população mundial, que jamais pensou seriamente neste assunto ou sequer teve algum tipo de contato com o mesmo. Imagine agora, essas pessoas se deparando repentinamente com este fenômeno que desafia até as mentes mais privilegiadas? Poderíamos esperar as mais diversas reações e, Itatira é apenas o exemplo de uma delas.

O interesse repentino da ABIN

Uma das coisas que mais chamou a atenção foi o repentino interesse da ABIN nesses casos cearenses. Pode até parecer paranóia, mas por que a Agência Brasileira de Inteligência estaria interessada em fenômenos que andam acontecendo em uma pequena cidade do sertão do Ceará? A Explicação não é simples e talvez seja mais complicada do que se imagina. O delegado Franscisco Braúna afirmou em recente entrevista ao Jornal do Meio-Dia da Rede Verdes Mares de Televisão, afiliada a Rede Globo, que a ABIN havia entrado em contato com ele para dizer que os fenômenos não tinham nada haver com OVNIs e tampouco teriam conexões com fatores extraterrestres ou paranormais. Mas, afinal por que a agência de inteligência tem tanta certeza de que não se trata de um fenômeno inexplicável?
Algumas pessoas realmente andam falando de certos interesses com relação à mina de urânio Itataia em Santa Quitéria, cidade próxima a Itatira e relacionado fatores inerentes a mesma com os avistamentos luminosos na região. Considerando essa questão, deveríamos pensar que tal objeto voador não identificado se trate de algum instrumento de pesquisa daquela área? E por que o interesse de o mesmo perseguir a população local e se deixar ver por várias pessoas? Se se tratar de alguma espécie de espionagem qual seria seu objetivo, já que o aparato não é mais um segredo?
Outra coisa que devemos levar em consideração se formos admitir a possibilidade de uma operação de espionagem na região seria o motivo de a ABIN ter tido uma preocupação clara em afirmar que as aparições não tinham ligações com OVNIs ou seres extraterrestres. Destarte, seria muito mais cômodo para a ABIN, que as pessoas acreditassem que o tal aparelho fosse um UFO de origem extraterrestre, pois desviaria a atenção do público para o verdadeiro motivo do mesmo. Sabemos que a CIA usou desculpas de “discos voadores” para encobrir alguns vôos do avião U2 durante a Guerra Fria e, logicamente, a atitude da ABIN neste caso, não parece nem um pouco racional ou estratégica em se tratando de um suposto caso de espionagem.

Quando a ciência não detecta

No mesmo Jornal do Meio-Dia, a opinião de um astrônomo sobre os fenômenos em Itatira foi de minha especial atenção. O Astrônomo afirmou que as aparições poderiam se tratar de fenômenos atmosféricos. Se formos pensar agora na possibilidade de um fenômeno atmosférico, o que me vem à cabeça neste momento é a explicação dos fascinantes “raios bolas” que talvez tenha sido mesmo essa a explicação que ele queria dar. Os raios-bolas [veja vídeo] geralmente acontecem antes ou depois de uma chuva ou tempestade, causados por nuvens de chuva. Por se tratar de um fenômeno atmosférico muito raro e incomum, existem cerca de mil relatos sobre os mesmos nos últimos 150 anos. Os raios-bolas podem ter cor azul, branca ou amarela e dura em média cerca de quatro segundos.
Logicamente por ser um fenômeno raro já seria descartável apresentar essa explicação como explicação plausível para os fenômenos verificados em Itatira, que reúnem relatos de mais de 200 avistamentos pela população local. Outra coisa, como os raios-bolas duram no máximo quatro segundos, seria irracional pensar que um deles pudesse seguir pessoas, emanar calor e aproximar-se a ponto de assustá-las, além de que não havia ameaça de chuvas e nem tempo nublado durante os avistamentos em Itatira.
A insistência em dar explicações “plausíveis”, usando a ciência para “justificativas descabidas” é uma síndrome ou vício cada vez mais comum dentro do mundo ufológico. Tais raciocínios, geralmente ligados a céticos compulsivos são um mal igual ou maior do que os crédulos “maioneseiros”, que pecam pelo excesso da crença pessoal. Para se justificar a inexistência de algo inexplicável envolvendo UFOs na atualidade é natural dar as mais diversas desculpas, mascaradas de teor científico.
Se uma luz aparece em um céu claro numa noite de verão em algum lugar do planeta e a mesma é fotografada ou filmada fazendo movimentos que contrariam as leis da física (considerando uma aeronave comum), alguns céticos aparecerão com explicações diversas. Não existe mais a preocupação, o interesse de buscar respostas e explicações verdadeiras, não existe mais o compromisso com a pesquisa de campo como se tinha até alguns anos atrás.
Ao que parece, a facilidade da Internet deixou um importante vazio no campo da Ufologia prática que não pode ser preenchido e que tem cedido cada vez mais lugar aos chamados “ufólogos digitais” ou “cientistas de Google”. Os verdadeiros ufólogos podem sim, buscar respostas e explicações para tais casos, usando claro, a análise séria e um olhar atento cientificamente como já aconteceu em vários outros casos durante a história, sem necessariamente aceitar qualquer explicação que se possa dar sobre esse ou aquele caso.
Se se tratar realmente de um engano, ilusão ou de um fenômeno atmosférico, satélite ou artefato de espionagem, obviamente, temos a obrigação de esclarecer esse engano, mas somente se todas as análises devidamente credibilizadas chegarem à conclusão de que não existe uma explicação lógica para o fato. É igualmente importante que os ufólogos tenham peito para dizer que se trata de um caso inexplicável legitimo e brigue por ele, descartando explicações pseudocientíficas como a da pipa na lanterna, balões guiados por controle remoto ou os tão batidos raio-bola que segue pessoas por vários minutos em noites sem nuvens.
O que ocorre em Itatira é basicamente isso: a falta de recursos misturada a outros diversos fatores impede uma pesquisa mais profunda do caso, seja por parte das autoridades da Segurança ou dos investigadores civis. Talvez, a própria comunidade ufológica do Ceará esteja precisando de uma grande reforma e uma mudança comportamental, na forma de encarar e procurar discernir tais casos.
Itatira mais do que um caso ufológico curioso, se tornou uma porta para reflexão de como tantas coisas, podem estar ao mesmo tempo interligadas e como esses mistérios podem nos desafiar de forma tão brusca, violenta que, literalmente, nos deixa de mãos atadas. Nós mesmos, incapazes de entender o que está acontecendo procuramos explicações e desculpas quaisquer para nos reconfortamos com a falsa idéia de que o “incompreensível” foi superado e estamos no total controle de nossas vidas e de nosso mundo – e daqueles que estão acima de nossas cabeças, ainda que os desconheçamos por completo. 
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